1 de Abril de 2005

Aqui está publicado parte do artigo publicado no Jornal do Barreiro edição de 1 de Abril de 2005

Um projecto que aparentava dar cartas
... a ADS iniciou os primeiros contactos em Maio de 2002, junto do Ministério da Segurança Social e Trabalho, no sentido de se institucionalizarem. Elaborou os estatutos e em 8 de Outubro de 2003 viram a publicação dos mesmos em Diário da República. Carlos Nunes classificou esse tempo como um" período positivo e dinâmico ". Só possivel por conta e risco próprio de si mesmo, que adquiriu material, arrendou instalações e executou várias tarefas que julgou serem do interesse dos associados e sociedade em geral.

Humanamente tudo foi tentado
... fizeram ainda diligências para a criação de uma UNIVA a qual foi prontamente inviabilizada pelo Centro de Emprego do Barreiro. Não baixaram os braços e apresentaram candidatura a um Clube de Emprego do Barreiro no dia 6 de Outubro de 2004, a qual ainda não obteve resposta... apesar de todos os desempregados que compõem a associação não terem quaisquer remunerações por trabalharem em regime de voluntariádo...nunca exigi aos restantes membros que comparticipassem nos custos deste projecto... de tal forma que agora reparo que acabei de perder mais de 20.000 €.

Tudo fizeram para que não mantivéssemos a nossa actividade  
Fizemos todas as diligências junto de quem de direito, mas as respostas obtidas nunca foram satisfatórias: " O IEFP consignou-nos um programa destinado à Oferta de Emprego, é certo, contudo, isso englobava o programa de apoio à contratação, ou seja, seriamos considerados uma empresa, o que não era de todo o pretendido, explicou.
" Dentro do PIPS - Plano de Intervenção para a Península de Setúbal existia um programa que nos era favorável, tratava-se de contratos de Emprego de Solidariedade de 18 meses. Este sim, encaixava-se dentro das nossas expectativas, ou seja, era somente o Ordenado Minimo mas ao menos, proporcionava-nos uma subsistência diferente enquanto desempregados", esclareceu.

O emprego é um direito constitucional consagrado

O presidente da recém extinta associação não poupou criticas aos Centros de Emprego e Formação Profissional espalhados pelo País... " Os Centros de Emprego, ao contrário do que alguns possam pensar não vão à procura de emprego para as pessoas. Facto que talvez explique o porquê de tanto que causámos a essas instituições. ... " Um exemplo claro desta falta de vontade, é a falta de informação disponibilizada nos Centros. É chocante que não dêem a oportunidade de se fazer pesquisas na Internet em buscas de propostas alternativas.... Não digo isto por má fé, digo-o apenas porque se nós, que tínhamos menos condições e apoio conseguíamos fazê-lo para os nossos sócios porque é que os outros não fazem", questionou.

Este é um pequeno excerto da entrevista dada por Carlos Nunes presidente da Associação de Desempregados de Setúbal ADS ao Jornal do Barreiro em 1 de Abril de 2005